Entre os dias 17 e 21 de agosto, a operação “Statewide Chield” resgatou 163 crianças desaparecidas entre 2 meses e 17 anos na Flórida, EUA. Iniciativa reacende alerta para casos recentes no Brasil.
De acordo com o gabinete do procurador geral da Florida, em parceria com o departamento de execução da lei da Flórida (FDLE), esta é a maior operação realizada em toda a história do Estado Americano.
Além dos resgates realizados nos Estados Unidos, espaço principal de investigação, as unidades de busca localizaram vítimas em outros 12 países, incluindo o Brasil.
Crianças viviam sob violência e subjugação
Segundo autoridades, os menores foram encontrados em estado de violência e submissão, como violência sexual, vulnerabilidade, exploração e atividades análogas a tráfico humano e internacional.
Após identificação por meio de inteligências profissionais, todos foram encaminhados a centros de atendimento constituído por profissionais de saúde, equipe policial e especialistas na área infantil.
As maiores ocorrências foram registradas na Flórida, com destaque em Tampa Bay, onde houve 46 casos, seguido de Miami que contabilizou 41 casos ao longo dos 5 dias de busca. Durante operação, três suspensos foram presos.
Caso reacende preocupação em demais países, abrangendo o Brasil
Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) indicam 23.915 crianças e adolescentes em 2025. Em meio a operações realizadas em todo mundo, casos recentes reforçam a ampliação de segurança pública e conhecimento para tomadas de medidas que fortaleçam investigações contra crimes que afetam a dignidade humana.
Diante da gravidade dos episódios, cresce a pressão para que vítimas como Edson Davi, criança de apenas 6 anos desaparecida em 2024 com circunstâncias ainda não esclarecidas no Rio de Janeiro, e demais casos semelhantes sejam oficialmente reconhecidos em instâncias internacionais, facilitando a cooperação entre países em busca de respostas e responsabilização dos envolvidos.
Por Hanna Braga.






